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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Igreja Católica Ortodoxa Amazônica


A Igreja Amazônica é uma Igreja Cristã Particular Lusófona, equivalente à uma diocese territorial e pessoal. 

A Igreja Amazônica adota o modelo de autocefalia caracterizado pela total independência em relação às demais Igrejas Cristãs, tanto em questões jurídicas quanto de autoridade, ainda que espiritualmente mantenha certa comunhão com todas as que professam a mesma fé e conservam o episcopado válido. Não depende, porém, de nenhum papado ou patriarcado. Em outras palavras, a Igreja Amazônica possui governo próprio com direito de eleger o seu próprio Episcopado, podendo também destituí-lo, obedecendo ainda a um regimento interno próprio.

A Igreja Amazônica é uma igreja nacional, tal como são e sempre foram todas as igrejas ortodoxas existentes, até então, porém é parte da Una Santa Católica Apostólica Igreja de Cristo, conservando a ortodoxia da doutrina cristã. Por esse motivo também, chama-se Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Amazônica.

A palavra ‘ortodoxo’, vem do grego ορθόδοξος (orthódoxos) e designa aquele que professa a ortodoxia, a doutrina original, reta, verdadeira.

A Igreja Amazônica é fiel à doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, às Sagradas Escrituras, em especial os Santos Evangelhos, à Tradição Apostólica e à Doutrina Dogmática dos sete Concílios Ecumênicos (Universais) da Igreja, que formam a base da verdadeira doutrina cristã, conforme está resumida no símbolo niceno-constantinopolitano. 

A Igreja Amazônica é igreja verdadeira porque além de guardar o depósito da fé cristã ortodoxa, conserva intacta e ininterrupta a sucessão apostólica através do seu episcopado válido, com a colaboração do seu clero, da administração dos sete sacramentos deixados por Nosso Senhor Jesus Cristo e atualizados pela vontade do Pai eterno, através da força do Espírito Santo, a saber: Batismo, Eucaristia, Confirmação, Penitência, Unção dos Enfermos, Matrimônio e Ordem.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Bíblia ou Ciência? Quem está com a razão?



Ao contrário daquilo que se poderia imaginar e apesar de serem duas coisas muito diferentes uma da outra, a fé e a ciência não são absolutamente opostas entre si. Na realidade, são duas maneiras de analisar e tentar explicar as coisas. Apesar de toda a evolução, a ciência humana nunca conseguiu responder a todas as perguntas e anseios da humanidade, sobretudo com relação à origem de tudo o que existe. As explicações científicas são ainda muito limitadas e não consegue esclarecer tudo.

Por outro lado, a bíblia, não é uma coleção de escritos científicos ou históricos, nela não encontramos explicações científicas sobre a origem do universo e do ser humano, porém a fé nos leva a crer que há um Ser Superior que tudo criou e ordenou perfeitamente. A esse Ser, chamamos de Deus. Ficamos deslumbrados com tamanha beleza que há no universo e tanta perfeição. Baseado nos relatos bíblicos, entendemos que Deus tudo criou e ordenou ao ser humano, para que este pudesse viver em paz e em harmonia com todos os outros seres criados.

Vejamos o que nos diz o Profeta Isaías:
“ assim diz o Senhor, [...] Eu fiz a terra e criei nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos estenderam os céus e a todos os seus exércitos dei as minha ordens. [...]
Porque assim diz o Senhor que criou os céus, o Deus que formulou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro”.
(Bíblia Sagrada. Isaías, Capítulo 45, versículos 11, 12 e 18).


Origem do mundo sempre preocupou o homem

Explicar a criação do universo sempre foi um desejo do homem. Todas as religiões apresentam versões deste mistério, mais ou menos reconfortantes. Outra maneira de saciar a curiosidade humana é através da ciência, que usa métodos diferentes para conseguir este objetivo.

As crenças religiosas têm base em dogmas e na autoridade divina ou de seus representantes na terra. As crenças científicas são de outro tipo. Como diz o filósofo e matemático inglês Bartrand Russel (1872-1970): “não é aquilo em que o homem de ciência acredita que o distingue, mas sim o como e o porquê de suas crenças”.
A visão científica do Universo evoluiu lentamente, num processo de tentativa e erro. A Astronomia teve grande evolução na antiguidade, especialmente entre os gregos.

Havia uma grande diversidade de teorias. Um astrônomo, Aristarco de Samos (que viveu aproximadamente entre 310-230 a. C.), antecipou a hipótese de que os planetas giram em torno do sol e que a Terra gira sobre o seu próprio eixo. A hipótese foi rejeitada pela maioria dos astrônomos da época, porém, as visões de outro astrônomo grego, Ptolomeu (século 2 a. C.) foram aceitas por mais de 1400 anos. Para ele, a terra era o centro do universo e os corpos celestes se moviam em movimentos circulares e uniformes.

As pesquisas de Nicolau Copérnico (1473-1543), Johanes Kepk (1571-1630), Tycho Brahe (1554-1601) e Galileu Galilei (1564-1642), entre outros, mudaram a visão de mundo, colocando o Sol no centro do sistema planetário. Com o progresso da investigação astronômica, nosso Sistema Solar perdeu mais ainda da importância que tinha aos olhos dos antigos. O Sol é uma pequena estrela de uma galáxia que comporta inúmeras estrelas, de um Universo com inúmeras galáxias.

A humanidade acreditou por muito tempo que estava no centro do universo. Hoje em dia, sabemos que o universo não tem um centro.
Folha de S. Paulo, 20 de abril, 1981.



AGORA TESTE O SEU CONHECIMENTO:

1. É verdade que a fé e a ciência são absolutamente incompatíveis? Explique.
2. A bíblia é uma coleção de escritos científicos? Explique.
3. O que a Bíblia afirma no Livro do Profeta Isaías, capítulo 45, versículos: 11,12 e 18 ?
4. Por que a origem do mundo sempre preocupou o ser humano?
5. Qual a diferença entre crenças religiosas e crenças científicas?
6. Quem foi Aristarco de Samos e que teoria defendeu sobre o universo?
7. Por que as pesquisas de Nicolau Copérnico e de Galileu Galilei, mudaram a visão do mundo?


A BÍBLIA


Acima - Divisão da Bíblica Católica

A Bíblia é uma pequena biblioteca
A palavra Bíblia vem do termo grego “Biblión”, que quer dizer “livros”, no plural. A palavra Bíblia está no plural porque não se trata apenas de um livro, e sim de uma coleção de livros, formando uma espécie de pequena biblioteca.

O Numero de livros
A Bíblia começou a ser escrita por volta de 1000 a. C. após um longo processo de transmissão oral, ou seja, antes de começarem a serem escritos os fatos bíblicos eram contados de pai para filhos e assim sucessivamente por muitos séculos, até que, com a invenção da escrita, se formou a Bíblia.
A Bíblia Hebraica (dos judeus) só admite os livros da chamada “Antiga Aliança”, “Antigo Testamento” ou “Velho Testamento” e está dividida em três partes: Torá (Instrução ou Lei), Profetas (Neviim) e os Escritos (Kethuvim) distribuídos em 24 livros.
A Bíblia católica contém 73 livros no total, enquanto que a Bíblia evangélica possui apenas 66, ou seja, a Bíblia evangélica tem sete livros a menos em relação à Bíblia católica. Estes livros são: Tobias, Judite, 1º Macabeus, 2º Macabeus, Baruque, Sabedoria e Eclesiástico. Além dos seguintes fragmentos de Ester 10, 4-16 e de Daniel 3, 24-20; 13-14.

Acima - Divisão da Bíblia Protestante

Por que a diferença entre a Bíblia católica e a dos chamados “evangélicos”?
Os evangélicos admitirem apenas a autoridade dos escritos bíblicos, ao contrário dos católicos que além da Bíblia também admitem a autoridade da “Tradição Apostólica” e a dos “Antigos Padres da Igreja” além do “Magistério Permanente” (que corresponde à autoridade dos Papas e a dos bispos reunidos em Concílio Ecumênico).  
Os livros bíblicos não aceitos pelos evangélicos são os mesmos recusados pela “tradição judaica” por não serem considerados “inspirados por Deus”.  Isto porque os judeus da Palestina só consideram os textos bíblicos escritos no idioma hebreu, desconsiderando as outras línguas estrangeiras.
Obedecendo as ideias de Martinho Lutero, o pai do protestantismo, durante a reforma no século XVI d.C. os protestantes adotaram a mesma regra judia para a aceitação dos livros do Antigo Testamento. Já os católicos, justificando-se de que Jesus provavelmente teve acesso aos textos bíblicos tantos no idioma hebraico, como no aramaico e no grego, tendo prevalecido o idioma grego na época dos apóstolos quando surgiu a Igreja cristã. Por essa razão, os católicos passaram a admitir também os livros escritos em grego que não faziam parte da bíblia hebraica.

A Tradução da Bíblia
Primeiro, é preciso entender que a Bíblia foi originalmente escrita em hebraico e aramaico (antigo testamento) e grego (novo testamento). Posteriormente o Antigo Testamento (AT) foi traduzido para o grego. As Bíblias escritas em outros idiomas como inglês, espanhol, francês, alemão, português, etc, são versões do grego original. Desta forma, cada tradutor usou expressões diferentes em seu próprio idioma para representar aquilo que estava escrito em grego.
As diferentes versões da Bíblia, normalmente não alteram o sentido original, por isto, tanto a tradução católica como a evangélica tem o mesmo princípio. Evidentemente que alguns termos podem ter sido adaptados a uma comunidade em detrimento de outra.

 
     Acima - Bíblia Católica                                                       Acima - Bíblia Ecumênica 

A Tradução da Bíblia para o português do Brasil
Bíblia evangélica usada no Brasil foi traduzida para o português por João Ferreira de Almeida, um português católico que se converteu ao protestantismo em 1642 e logo em seguida iniciou o trabalho de tradução. A versão de Almeida foi a primeira em língua portuguesa.
Bíblia católica possui diversas traduções, as mais conhecidas em língua portuguesa são: a Bíblia de Jerusalém, a Bíblia Ave Maria, a Bíblia da CNBB, entre outras.
Vale ressaltar que existem em português algumas traduções da Bíblia aceitas tantos por católicos como por evangélicos e os de outras denominações cristãs como os anglicanos e ortodoxos. São as seguintes Bíblias: a “Nova Tradução da Bíblia em Linguagem de Hoje” publicada tanto pela Sociedade Bíblica do Brasil (que é evangélica) como pelas Edições Paulinas (que é católica). Também a TEB – Tradução Ecumênica da Bíblia (publicada por edições Loyola – católica) e é uma bíblia que tenta aproximar a todas as confissões cristãs: católicos, evangélicos, anglicanos, ortodoxos, além dos judeus. Um importante avanço para a unidade entre cristãos e judeus.
As diferenças entre a Bíblia católica e a Bíblia evangélica não torna uma verdadeira e a outra falsa. A Bíblia é única em sua essência e tem o mesmo propósito que é apresentar a salvação em Jesus, o Cristo.
Tanto os Católicos como os evangélicos submetem-se à mesma Palavra. O critério de salvação para um evangélico é o mesmo para um católico. Se os evangélicos insistem que é necessário entregar a vida a Jesus e obedecer à Palavra de Deus, a Bíblia católica não desmente isto, pelo contrário, ela confirma isto.
Portanto, a diferença entre evangélicos e católicos não é pelo que está na Bíblia e sim pelo que não está. Enquanto que os evangélicos têm sua fé fundamentada única e exclusivamente nas Sagradas Escrituras, os católicos baseiam-se, além das escrituras, também na “Tradição” e nos “dogmas da Igreja”, como: a  assunção de Maria, a infalibilidade do papa, o purgatório, o culto aos mortos, culto aos santos, entre outros. Estes ensinamentos não estão explicitados na Bíblia e sim na “Tradição” e nos “ensinamentos dados pela Igreja através da autoridade do papa e dos concílios” e, por isso são alguns dos pilares que distanciam evangélicos de católicos.

DIVISÃO DA BIBLIA JUDAICA




De acordo coma tradição dos judeus a Bíblia Judaica é composta de 24 livros que se agrupam em 3 conjuntos: A Lei ou Instrução (de Moisés), Os Profetas e Os Escritos. Os livros de 1 e 2 Samuel, são reunidos em um só livro, e 1 Reis e 2 Reis, também são considerados um só livro, assim como os 12 profetas "menores" estão em um só livro - "Os 12 profetas". A ordem da Bíblia Judaica é apresentada conforme abaixo:

I.              TORÁ ou INSTRUÇÃO DE MOISÉS também conhecido como LEI (5 livros):
§  Gênesis
§  Êxodo
§  Levítico
§  Números
§  Deuteronômio
II.            PROFETAS ou NEVIIM (total de 8 livros subdivididos em dois grupos):
Profetas Anteriores (4 livros):
  • Josué
  • Juízes
  • Samuel
  • Reis

Profetas Posteriores (4 livros):
  • Isaías
  • Jeremias
  • Ezequiel
  • Os 12 Profetas (menores): Oséias, Naum, Joel, Habacuque, Amós, Sofonias, Abdias, Ageu, Jonas, Miquéias, Zacarias, Malaquias.

III.           ESCRITOS ou KETHUVIM (total de 11 livros subdivididos em quatro grupos):

  • Livros da Verdade (Poéticos) – 3 livros
    • Salmos
    • Provérbios

  • Os 5 Rolos (5 livros ou rolos)
    • Cantares
    • Rute
    • Lamentações
    • Eclesiastes
    • Ester

  • Profético (1 livro)
    • Daniel

  • O Resto dos Escritos (2 livros)
    • Esdras-Neemias
    • Crônicas

RESUMINDO: Podemos simplificar a ordem dos livros da Bíblia Hebraica (dos Judeus) da seguinte forma:

1.     TORÀ (Lei):
  • Gênesis
  • Êxodo
  • Levítico
  • Números
  • Deuteronômio

2.     PROFETAS (Neviim):
  • Josué
  • Juízes
  • Samuel
  • Reis
  • Isaías
  • Jeremias
  • Ezequiel
  • Os 12 Profetas

3.     ESCRITOS (Kethuvim):
  • Salmos
  • Provérbios
  • Cantares (ou Cânticos dos Cânticos)
  • Rute
  • Lamentações
  • Eclesiastes
  • Ester
  • Daniel
  • Esdras-Neemias
  • Crônicas

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Decálogo Judeu ou Dez Mandamentos


1º — Não terás outros deuses além de mim.

2º — Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos.

3º — Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão; porque o Senhor terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.

4º — Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou.

5º — Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus, te dá.

6º — Não matarás.

7º — Não adulterarás.

8º — Não furtarás

9º — Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

10º — Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

Fonte: 
Vasconcelos, Ana - Coleção base do saber: ensino religioso, 1ª edição, São Paulo, Editora Rideel, 2009, página 38.