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terça-feira, 26 de julho de 2016

Igreja Maradoniana


Você acha curioso? Pensa que é mentira? Mas é verdade existe sim uma Igreja na Argentina ligada ao futebol, onde a bola é o seu deus e Maradona é o seu enviado, o "filho de deus". Parece absurdo mas acredite e tem até rituais como missas, batizados e casamentos. Confira a matéria sobre o assunto clicando na imagem abaixo ou no título a seguir: 


quinta-feira, 6 de março de 2014

Os diferentes conceitos de Deus


Atualmente, a humanidade adora cerca de 10.000 deuses. Isto não significa, por óbvio, que existam necessariamente 10.000 religiões: acontece que muitas delas são politeístas, isto é, pregam a existência de vários deuses (ao menos mais do que um).
Até mesmo por existirem tantos deuses, o conceito deus varia: em características, em poderes, em formas de agir (ou não) sobre a natureza, etc. Não é a toa que a definição do conceito de divindade é extremamente vago. Segundo a Wikipedia:
Divindade é um ser sobrenatural, usualmente com poderes significantes, cultuado, tido como santo, divino ou sagrado, e/ou respeitado por seres humanos. Normalmente as divindades são superiores aos seres humanos e à natureza.
Divindades assumem uma variedade de formas, mas são freqüentemente antropomorfas ou zoomorfas. Uma divindade pode ser masculina, feminina, hermafrodita ou neutra, mas é usualmente imortal.
Por vezes, as divindades são identificadas com elementos ou fenômenos da natureza, virtudes ou vícios humanos ou ainda atividades inerentes aos seres humanos.
Assume-se que uma divindade tenha personalidade e consciência, intelecto, desejos e emoções, num sentido bastante humano desses termos. Além disso, é usual que uma determinada divindade presida sobre aspectos do cotidiano do homem, como o nascimento, a morte, o tempo, o destino etc. A algumas divindades é atribuída a função de dar à humanidade leis civis e morais, assim como serem os juízes do valor e comportamento humano.
É também comum atribuir às divindades, ou a interações entre elas, a criação do universo e sua futura destruição.
Contudo, meu foco neste artigo é o monoteísmo, que é a crença na existência de apenas um deus. E, mesmo aqui, a coisa é mais complicada. O conceito deus varia dentro da própria religião conforme o tempo e até mesmo conforme a pessoa. Por exemplo, hoje a Igreja Católica Romana (ICAR) aceita perfeitamente que existam leis da natureza, isto é, regras que a natureza imporia sem a necessidade da intervenção de deus. Contudo, isto já foi diferente, como pode ser visto na citação abaixo.
Com efeito, em 1277 o bispo Tempier de Paris, sob as instruções do Papa João XXI, publicou uma lista de 219 erros ou heresias que deviam ser condenados. Entre as heresias estava a ideia de que a natureza segue leis, porque isso entra em conflito com a onipotência de Deus. Curiosamente, o Papa João foi morto pelos efeitos da lei da gravidade alguns meses mais tarde, quando o telhado de seu palácio caiu sobre dele.
Stephen Hawking e Leonard Mlodinow, The Grand Design, página 15.
Pode parecer engraçado, mas isto realmente aconteceu. Alguns poderiam dizer até que “deus não gostou da postura do Papa e mostrou a ele”, contudo isto não passou de pura coincidência. Uma fina e caprichada ironia do acaso, diria eu.
A ICAR, diga-se de passagem, sempre foi oportunista. Toda e qualquer crença que permanecesse à sua expansão acabava sendo absorvida por ela. Isto aconteceu, por exemplo, tanto com o Papai Noel, quanto com o coelho da páscoa. Hoje, ela tenta pegar elementos da ciência para dar uma “roupagem de algo confiável”, ou até mesmo para querer justificar ou provar a existência de deus (o que também acaba a transformando, por tabela, numa grande confusão de crença religiosa e pseudociência).
A variação do conceito deus conforme a pessoa já funciona de forma um pouco diferente. A questão é que, mesmo dentro de uma mesma religião, cada pessoa tem um conceito de deus diferente, mesmo que nos detalhes.
Algumas pessoas veem deus como um ser de infinita bondade, sem qualquer tipo de maldade.
Este tipo é o mais fácil de refutar, bastando para isto o uso do chamado Paradoxo do Mal ou Paradoxo de Epicuro.
Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?”
Epicuro de Samos
Outras pessoas já veem deus como um ser de infinita bondade, mas com planos divinos, os quais seriam uma espécie de mistério (ninguém sabe quais seriam estes planos) e isto obriga-o a permitir o mal em nome de um “bem maior”.
Outras, têm uma visão muito próxima à anterior, apenas com uma diferença: ao invés de apenas permitir, deus seria o responsável por fazer o mal em si. Mas, claro, sempre em nome de um “bem maior”.
A questão aqui é que esta ideia é extremamente vaga: que “bem maior” seria este? Que “planos divinos” seriam? Qual a finalidade disto tudo?
Quando tais perguntas são feitas a pessoas que têm este conceito de deus a resposta costuma ser mais vaga ainda: “deus escreve certo por linhas tortas”, ou simplesmente “é o mistério de deus”. O que não faz qualquer sentido, pois como alguém pode afirmar que uma criatura que sequer pode ser conhecida existe? Afinal, ele não pode ser conhecido.
Por estes motivos, estes conceitos são bem mais difíceis de refutar, senão pela completa ausência de evidência de uma inteligência por trás da natureza, ou de algo que a manipule.
Outras pessoas já veem deus como um ser realmente mal, vingativo e a quem deve-se temer (isto é: ele deve ser temido). Ele continua com planos divinos, os quais ainda seriam desconhecidos.
Este conceito de deus é ainda mais facilmente refutado, pela simples existência de ateus. Por isto mesmo é que alguns religiosos, particularmente evangélicos, ficam tão furiosos quando alguém se assume como ateu.
Outras pessoas já veem deus como um ser que criou o universo, se aposentou pelo resto da eternidade e que não intervêm na realidade.
Este conceito de deus é o dos deístas, o qual só seria alcançado pela razão, lógica e ciência. Segundo a Wikipedia:
O deísmo é uma postura filosófica que admite a existência de um Deus criador, mas não nega a realidade de um mundo completamente regido pelas leis naturais e científicas, como pensam os ateus. Em outras palavras, um deísta diria: Não sou ateu, mas só acredito no que a ciência prova.
Os deístas, portanto, não acreditam num Deus interferente, como apregoam as religiões, nem mesmo acreditam que as religiões possam estar certas quanto a se dizerem conhecedoras da Palavra de Deus, ou da maneira como Deus quer que nós ajamos perante a sociedade ou coisas do tipo. Não há quaisquer comprovações científicas da veracidade de tais argumentos. Por exemplo, a ciência nunca provou que o Alcorão ou a Bíblia são a palavra de Deus, e nunca provará (principalmente porque não tem poder para tal), pois isso é algo tido como revelação, e para os deístas não se encontra Deus pela revelação e sim pela razão pois não aceitam nem Bíblia nem o Alcorão como base de fé ou de doutrinas e por isso as desmerecem. Logo, para os deístas, as religiões denominacionais são apenas invenções humanas.
Este conceito de deus é ainda mais difícil de refutar, pois nem mesmo a ausência de evidência de uma inteligência por trás da natureza, ou de algo que a manipule se aplicaria. A única argumentação que conheço que chega bastante próximo de refutar este conceito, sem, contudo, fazê-lo por completo, é o dragão invisível de Carl Sagan. Veja o vídeo abaixo, que mostra exatamente esta narrativa.

Ora, qual é a diferença entre um dragão invisível, incorpóreo, flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente?”
Carl Sagan
E estes foram apenas alguns das centenas, senão milhares, de diferentes conceitos de deus que as pessoas têm. Eu diria que são apenas os mais comuns. Por isto mesmo que é tão difícil refutar, de uma vez por todas, a existência de um deus: sempre sobrará um conceito que seja ao menos um pouco diferente e, por isto, sobreviverá.
Ainda assim, é bom que se diga: refutar algo e provar a existência deste algo são coisas completamente diferentes. Refutação é feita com a lógica, contudo não se pode provar nada apenas com a lógica: são necessárias evidências para isto. E como você consegue evidências de que algo não existe? É completamente irrazoável. E é exatamente por este motivo que o ônus da prova recai sempre em quem afirma (a existência de algo, por exemplo) e nunca em quem a nega. E o mais importante é, sempre, ver o quais são os fatos e o que eles apontam.
Quando você estiver estudando qualquer assunto ou considerando qualquer filosofia, pergunte-se somente isto: quais são os fatos, e qual é a verdade que os fatos sustentam.”
Bertrand Russell
Apenas um adendo final, que pode ser levantado pelo texto: a diferença básica entre ateus agnósticos e ateus gnósticos é que ateus agnósticos não se sentem confortáveis em negar por completo a existência de um deus (seja qual for), com base apenas em ausência de evidências. Afinal…
Ausência de evidência não é evidência de ausência.”
Carl Sagan
Contudo, isto não significa, de forma alguma, que ateus gnósticos precisem ter algum tipo de “fé” na inexistência de deus, que sejam dogmáticos, ou mesmo que eles estejam completamente fechados para a remota hipótese de evidências da existência de tal deus apareçam. O que muda é, apenas, a convicção pessoal (por mais que momentânea) ou a falta dela.
De novo, a única abordagem sensata é rejeitar em princípio a hipótese do dragão, manter-se receptivo a futuros dados físicos e perguntar-se qual poderia ser a razão para tantas pessoas aparentemente normais e sensatas partilharem a mesma estranha ilusão.”
Carl Sagan

Fonte: http://livrespensadores.net/artigos/os-diferentes-conceitos-deus/

Assista os seguintes vídeos e aprenda um pouco mais:

O BUDISMO UMA RELIGIÃO SEM DEUS?

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Transcendente


O termo Transcendência, pode ter diferentes significados, como a superação de limites, por exemplo:  um atleta que bate um recorde olímpico, superando uma marca jamais atingida por outro ser humano. O fato do atleta bater um recorde olímpico pode ser considerado transcendente, pois exige do atleta, concentração, disciplina, disposição e um sobre-esforço capaz de superar as barreiras do limite humano. Por outro lado, a qualidade de "Ser transcendente" é unica e exclusivamente pertencente à Deus, que é o ser por excelência, ou seja, Deus está acima de qualquer outro ser, e não possui limites e nem barreiras algumas. O ser humano, pode até transcender (superar) algumas das suas limitações, porém não é transcendente, apenas Deus o é. Deus é onipotente, onisciente e onipresente.


Alguns atributos divinos: 


Deus é Onipotente porque é todo poderoso, é energia criadora, ordenadora e mantenedora das coisas criadas. Deus é ilimitado e sobrenatural, está além e acima de nós os seres criados por Ele. Deus não precisa de outros seres; Deus não possui necessidades, Deus basta por si mesmo.


Deus é Onisciente porque é a própria consciência cósmica, universal. Deus possui o conhecimento infuso, que não se aprende de nenhum outro ser, é um conhecimento único, próprio e perfeito; Deus sabe de tudo inclusive o que passa na consciência de qualquer ser racional. 


Deus é Onipresente, ou seja, está presente em todos os lugares ao mesmo tempo, mas segundo a nossa concepção monoteísta, não pode ser confundido com todas as coisas, já que Deus é um Ser Único e indivisível, ou seja não pode ser dividido e confundido com as coisas criadas. Em outras palavras, Deus está em tudo, mas nem tudo é Deus.


Agora teste o seu conhecimento:
1. O que significa afirmar que Deus é um Ser ilimitado?
2. É correto afirmar que o ser humano é um ser transcendente por excelência? Justifique a sua resposta.
3. Qual dos atributos divinos confere à Deus a ideia de uma inteligência ordenadora do universo?
4. Explique o que você entendeu por: "Deus está em tudo, mas nem tudo é Deus".
5. Você conhece algum fato concreto em que uma pessoa tenha superado suas próprias limitações? Relate o fato e com quem aconteceu?

A existência de Deus



1. Deus existe?

Muitos são os argumentos contra e a favor da existência de Deus propostos por filósofos, teólogos, cientistas e outros pensadores ao longo da história. Os que acreditam na existência de uma ou mais divindades são chamados de teístas, os que rejeitam a existência de deuses são chamados ateístas.

1.1 - Definição de Deus

Existem diferentes definições para Deus, mas no geral Deus é um de um ser sobrenatural que explica a existência do Universo e do mundo como ele é, sendo ele a explicação para as leis da física e elementos da Natureza. Para alguns, Deus possui características humanas, ou seja, personalidade humana, considerado uma ou mais divindades pessoais. Essas divindades pessoais são muitas vezes adoradas coletivamente, formando uma religião teísta. Quando esse Deus não influencia no mundo ou tem uma definição vaga e sem atributos humanos, ele é um Deus deísta. Quando, porém, a própria física ou a Natureza são chamadas por "Deus", esse é um Deus panteísta.

A discussão sobre a existência de Deus centra-se principalmente nos argumentos contra ou a favor da realidade de um Deus teísta (Deus enquanto pessoa). O principal Deus contemporâneo nessa categoria é Javé, adorado pelos cristãos e judeus, também chamado de Alá pelos islâmicos.

2. Argumentos pela existência de Deus

2.1 - Argumento ontológico

O argumento ontológico é uma forma de raciocínio lógico a priori  (antes de) para defender a existência de Deus através do argumento de que ele é um ser supremo, o maior que se pode imaginar, e que necessariamente precisa existir. O primeiro argumento ontológico foi feito por Santo Anselmo, em sua obra "Proslogion". Os seus passos de raciocínio são: 
Existe na mente de todo homem a ideia de um ser que não se pode pensar outro maior 
Existir só na mente é menos perfeito do que existir na mente e também na realidade (a existência é uma das qualidades da perfeição) 
Se o ser maior do que o qual não se pode pensar outro só existisse na mente seria menor do que qualquer outro que também existisse na realidade 
Logo, o ser do qual não se pode pensar outro maior deve existir também na realidade (existência real necessária), logo conclui-se que existe Deus e esse ser é o mais perfeito de todos 

Defenderam esta tese com argumentos distintos São Boaventura, Duns Scoto, Descartes, Leibniz, Hegel, Isaac Newton quando citou a mecanica celeste ou gravitação universal, Karl Bath, N. Malcom. Rejeitaram o argumento ontológico Tomás de Aquino, David Hume, Immanuel Kant, entre outros.

2.2 - As cinco provas de São Tomás de Aquino

Tomás de Aquino, padre, santo e doutor da Igreja Católica Romana, em sua obra "Suma Teológica" defende que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas e que, fazendo apenas o uso da luz natural da razão a partir das coisas criadas. Pelas cinco provas de Tomás de Aquino (também chamadas de cinco vias de Tomás de Aquino), a defesa pela existência de Deus acontece por meio da razão e sem recorrência a argumentos de natureza dogmática, para isto propõe cinco vias de demonstração de natureza exclusivamente filosófico-metafísica.

As cinco vias são provas a posteriori (a partir de...), que têm como ponto de partida as criaturas enquanto entes causados para se atingir como termo de chegada a necessidade da existência de Deus; são demonstrações metafísicas (causalidade do ser) e não científico-positivas (causalidade dos fenômenos), mesmo partindo da experiência sensível e, aplicando o princípio da causalidade, mostram ser impossível se proceder ao infinito na cadeia de causas.

1a. via - Primeiro Motor Imóvel: Os Nossos sentidos atestam, com toda a certeza, que neste mundo algumas coisas se movem. Tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido, e um tal ser todos entendem: é Deus.

O movimento aqui é considerado no sentido metafísico, isto é passagem da potência - como sendo aquilo que uma coisa pode vir a ser, para o ato - aquilo que a coisa é no momento. Deus é ato puro e não sofre mudança. O seu Ser confunde-se com o Agir.

2a. via - A Causa Primeira ou Causa Eficiente: Decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. Não se encontra, nem é possível, algo que seja a causa eficiente de si próprio, porque desse modo seria anterior a si prórpio: o que é impossível. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita e não se chegaria ao efeito atual. Logo é necessário afirmar uma Causa eficiente Primeira que não tenha sido causada por ninguém. A esta Causa todos chamam Deus. Assim se explica a causa da existência do Universo.

3a. via - O Ser Necessário e o Ser Contingente: Existem seres que podem ser ou não ser, chamados de contingentes, isto é cuja existência não é indispensável e que podem existir e depois deixar de existir. Todos os seres que existem no mundo são contingentes, isto é, aparecem, duram um tempo e depois desaparecem. Mas, nem todos os seres podem ser desnecessários, caso contrário o mundo não existiria. Alguma vez nada teria existido, logo é preciso que haja um Ser Necessário que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundamentada em nenhum outro ser.

Igualmente, tudo o que é necessário tem a causa da sua necessidade noutro. Aqui também não é possível continuar até o infinito na série das coisas necessárias que têm uma causa da própria necessidade. Portanto, é necessário afirmar a existência de algo necessário por si mesmo, que não encontra em outro a causa de sua necessidade, mas que é causa da necessidade para os outros: O que todos chamam Deus.

Do Nada não surge e nem advém o Ser. Como se observa que as coisas existem, não pode ter havido um momento de Nada Absoluto, pois daí não se brotaria a existência de algo ou coisa alguma.

4a. via - O Ser Perfeito e Causa da Perfeição dos demais: Verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, o universo está ontologicamente hierarquizado - seres racionais corpóreos, animais, vegetais e inanimados) qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a Causa da Perfeição dos demais seres.

5a. via - A Inteligência Ordenadora: Existe uma ordem admirável no Universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência ordenadora, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. Com efeito aquilo que não tem conhecimento não tende a um fim, a não ser dirigido por algo que conhece e que é inteligente, como a flecha pelo arqueiro. Logo existe algo inteligente pelo qual todas as coisas naturais são ordenadas ao fim, e a isso nós chamamos Deus.

Há uma ordem em todos os seres, o menor vegetal, por exemplo, tem órgãos para cada função ordenados para a preservação da espécie. Esta ordem pressupõe uma Inteligência ordenadora, pois a ordem não vem do caos e nem do acaso. Da mesma forma as letras de um livro não são colocadas ao acaso. Logo a ordem existente no mundo prova a existência de uma Inteligência que ordenou todas as coisas nos mínimos detalhes. É necessário que exista uma Inteligência Suprema que tenha ordenado o Universo criado.

2.3 - O Argumento a partir da existência do universo

O mundo exige uma causa de si, que se chama Deus. Não há efeito sem causa. Todo o ser que começa a existir tem uma causa. O universo tem um grau de complexidade superior a qualquer obra humana conhecida. Logo não se pode admitir que tenha aparecido sem que um Ser lhe tenha dado a existência, Assim como a existência de um edifício pressupõe a existência de um engenheiro, ou a de um quadro a do pintor. Esse Ser chama-se Deus. 

2.4 - O Argumento Psicológico

Conhecido também como argumento eudenomológico, funda-se na afirmação de Santo Agostinho de Hipona: «Criaste-nos para vós, Senhor, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em Vós» (Confissões). Funda-se na constatação de que todo homem busca a felicidade e que esta felicidade plena e eterna não dura se alcança, e mesmo quando se alcança não dura pois um dia chega a morte. Logo deve existir um bem cuja posse seja capaz de dar ao homem a felicidade infinita e eterna que tanto busca. 

2.5 - O Argumento Histórico

Cícero, senador romano, parte da constatação da universalidade do fenômeno religioso. Não se tem notícia de sociedade humana que não tivesse culto à divindade, este grande consenso histórico e quase universal tem grande probabilidade de ser retrato da realidade existente.

- Texto adaptado da wikipédia.

3. Agora teste o seu conhecimento:

1. Defina com suas próprias letras quem é Deus.
2. Que teólogo afirma ser impossível Deus não existir, quando na mente humana e na realidade há um ser do qual não se pode pensar outro maior e como se intitula o seu argumento?
3. Qual o significado do termo "a posteriori" aplicado às cinco vias de Tomás de Aquino na tentativa de provar a existência de Deus?
4. Qual das cinco vias de Tomás de Aquino "funda-se na constatação de que todo homem busca a felicidade e que esta felicidade plena e eterna não dura se alcança, e mesmo quando se alcança não dura pois um dia chega a morte."? Por quê?
5. Em que se fundamenta o argumento histórico, apresentado por Cícero?
6. Quais dos argumentos dados, sobre a existência de Deus, se coadunam com a ideia presente na seguinte frase: «...Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido, com certeza, pela luz natural da razão humana, a partir das coisas criadas»?
7. O que são seres contingentes?
8. Observando o que está em nossa volta, dê um exemplo claro de algo que prove a existência no universo de uma Inteligência Ordenadora.
9. Obedecendo o critério usado na 4ª via de Tomás de Aquino ponha em ordem hierárquica de perfeição  os seguintes seres: anjos, Deus, homens, vegetais, animais, minerais, conforme o exemplo:
I.   Deus             
II. ___________
III.___________
IV.___________
V. ___________
VI.___________
10. Em que se fundamenta, o  argumento psicológico, para provar a existência de Deus

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O ser humano é "capaz" de Deus


I - O desejo de Deus
27. O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar:

O aspecto mais sublime da dignidade humana está nesta vocação do homem à comunhão com Deus. Este convite que Deus dirige ao homem, de dialogar com ele, começa com a existência humana. Pois se o homem existe, é porque Deus o criou por amor e, por amor, não cessa de dar-lhe o ser, e o homem só vive plenamente, segundo a verdade, se reconhecer livremente este amor e se entregar ao seu Criador.

28. Em sua história, e até os dias de hoje, os homens têm expressado de múltiplas maneiras sua busca de Deus por meio de suas crenças e de seus comportamentos religiosos (orações, sacrifícios, cultos, meditações etc.). Apesar das ambiguidades que podem comportar, estas formas de expressão são tão universais que o homem pode ser chamado de um ser religioso:

De um só (homem), Deus fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, fixando os tempos anteriormente determinados e os limites de seu hábitat. Tudo isto para que procurassem a divindade e, mesmo se às apalpadelas, se esforçassem por encontrá-la, embora Ele não esteja longe de cada um de nós. Pois nele vivemos, nos movemos e existimos (At 17,23-28).

29. Mas esta "união íntima e vital com Deus" pode ser esquecida, ignorada e até rejeitada explicitamente pelo homem. Tais atitudes podem ter origens muito diversas: a revolta contra o mal no mundo, a ignorância ou a indiferença religiosas, as preocupações com as coisas do mundo e com as riquezas, o mau exemplo dos crentes, as correntes de pensamento hostis à religião, e finalmente essa atitude do homem pecador que, por medo, se esconde diante de Deus e foge diante de seu chamado.

30. "Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor!" (Sl 105,3). Se o homem pode esquecer ou rejeitar a Deus, este, de sua parte, não cessa de chamar todo homem a procurá-lo, para que viva e encontre a felicidade. Mas esta busca exige do homem todo o esforço de sua inteligência, a retidão de sua vontade, "um coração reto", e também o testemunho dos outros, que o ensinam a procurar a Deus.

Vós sois grande, Senhor, e altamente digno de louvor: grande é o vosso poder, e a vossa sabedoria não tem medida. E o homem, pequena parcela de vossa criação, pretende louvar-vos, precisamente o homem que, revestido de sua condição mortal, traz em si o testemunho de seu pecado e de que resistis aos soberbos. A despeito de tudo, o homem, pequena parcela de vossa criação, quer louvar-vos. Vós mesmo o incitais a isto, fazendo com que ele encontre suas delícias no vosso louvor, porque nos fizestes para vós e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em vós.

Bibliografia:
- Catecismo da Igreja Católica, Edição típica vaticana, Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 2000. Páginas 21-24.


Assistir o filme “O som do coração” (título original: August Rush) e para ajudar na compreensão, ler o enredo publicado em: http://pt.wikipedia.org/wiki/August_Rush 




Depois de assistir o filme, formar grupos de no máximo quatro alunos e responder as seguintes perguntas:


1. Descreva os personagens principais do filme e quais as suas atitudes.

2. O texto “O homem é capaz de Deus” afirma que O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar”. - Responda: Qual o principal meio utilizado por Deus para atrair e reunir o menino aos seus pais e como isso ocorre? Que personagens  tentam impedir a união ou o reencontro do menino com os seus pais e por quê?

3. Podemos afirmar que o menino Evan Taylor cognominado August Rush apresenta as características afirmadas no parágrafo a seguir? “... os homens têm expressado de múltiplas maneiras sua busca de Deus por meio de suas crenças e de seus comportamentos religiosos (orações, sacrifícios, cultos, meditações etc.). Apesar das ambiguidades que podem comportar, estas formas de expressão são tão universais que o homem pode ser chamado de um ser religioso”? Em caso afirmativo, como é que o menino August Rush demonstra esse comportamento religioso?

4. Partindo do seguinte parágrafo: “... a "união íntima e vital com Deus" pode ser esquecida, ignorada e até rejeitada explicitamente pelo homem. Tais atitudes podem ter origens muito diversas: a revolta contra o mal no mundo, a ignorância ou a indiferença religiosas, as preocupações com as coisas do mundo e com as riquezas, o mau exemplo dos crentes, as correntes de pensamento hostis à religião, e finalmente essa atitude do homem pecador que, por medo, se esconde diante de Deus e foge diante de seu chamado”. - Descreva uma cena do filme em que podemos encontrar alguma das razões em que o ser humano esquece a sua “união íntima com Deus” e por quê?

5. O número 30 do texto afirma que “Se o homem pode esquecer ou rejeitar a Deus, este, de sua parte, não cessa de chamar todo homem a procurá-lo, para que viva e encontre a felicidade. Mas esta busca exige do homem todo o esforço de sua inteligência, a retidão de sua vontade, "um coração reto", e também o testemunho dos outros, que o ensinam a procurar a Deus.” - Em que momento ou cena do filme encontramos a ideia de reencontro do ser humano com o seu criador (Deus)? Descreva a cena.


Orientações sobre a atividade aqui proposta.


Esta atividade equivale a 4ª avaliação dos alunos da 8ª série (9º ano) do ensino fundamental. 


Escolas envolvidas: EEFM Dom Alberto Gaudêncio Ramos; EEFM Duque de Caxias; ERC EF La Salle Celina del Teto; EEF Eugênia Cavallero de Macedo. Os alunos deverão transcrever as perguntas para uma folha de papel com pauta (papel almaço de prova) e depois respondê-las em grupos de no máximo quatro alunos. 


A data de entrega corresponde ao dia da prova. Faço lembrar que não haverá segunda chamada para a 4ª avaliação e portanto é imprescindível que os alunos entreguem os seus trabalhos até a data da prova, conforme o calendário da escola. Não esquecer de fazer o cabeçalho da atividade conforme a seguinte orientação:


ESCOLA:
DIRETOR (A):
PROFESSOR:
ALUNOS:
DATA:                           SÉRIE:               TURMA:                TURNO: