Você acha curioso? Pensa que é mentira? Mas é verdade existe sim uma Igreja na Argentina ligada ao futebol, onde a bola é o seu deus e Maradona é o seu enviado, o "filho de deus". Parece absurdo mas acredite e tem até rituais como missas, batizados e casamentos. Confira a matéria sobre o assunto clicando na imagem abaixo ou no título a seguir:
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terça-feira, 26 de julho de 2016
Igreja Maradoniana
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quinta-feira, 6 de março de 2014
Os diferentes conceitos de Deus
Atualmente, a humanidade adora
cerca de 10.000 deuses. Isto não significa, por óbvio, que existam
necessariamente 10.000 religiões: acontece que muitas delas são
politeístas, isto é, pregam a existência de vários deuses (ao
menos mais do que um).
Até mesmo por existirem tantos
deuses, o conceito deus varia: em características, em poderes, em
formas de agir (ou não) sobre a natureza, etc. Não é a toa que a
definição do conceito de divindade é extremamente vago. Segundo a
Wikipedia:
Divindade
é um ser sobrenatural, usualmente com poderes significantes,
cultuado, tido como santo, divino ou sagrado, e/ou respeitado por
seres humanos. Normalmente as divindades são superiores aos seres
humanos e à natureza.
Divindades
assumem uma variedade de formas, mas são freqüentemente
antropomorfas ou zoomorfas. Uma divindade pode ser masculina,
feminina, hermafrodita ou neutra, mas é usualmente imortal.
Por
vezes, as divindades são identificadas com elementos ou fenômenos
da natureza, virtudes ou vícios humanos ou ainda atividades
inerentes aos seres humanos.
Assume-se
que uma divindade tenha personalidade e consciência, intelecto,
desejos e emoções, num sentido bastante humano desses termos. Além
disso, é usual que uma determinada divindade presida sobre aspectos
do cotidiano do homem, como o nascimento, a morte, o tempo, o destino
etc. A algumas divindades é atribuída a função de dar à
humanidade leis civis e morais, assim como serem os juízes do valor
e comportamento humano.
É
também comum atribuir às divindades, ou a interações entre elas,
a criação do universo e sua futura destruição.
Contudo, meu foco neste artigo é
o monoteísmo, que é a crença na existência de apenas um deus. E,
mesmo aqui, a coisa é mais complicada. O conceito deus varia dentro
da própria religião conforme o tempo e até mesmo conforme a
pessoa. Por exemplo, hoje a Igreja Católica Romana (ICAR) aceita
perfeitamente que existam leis da natureza, isto é, regras que a
natureza imporia sem a necessidade da intervenção de deus. Contudo,
isto já foi diferente, como pode ser visto na citação abaixo.
Com
efeito, em 1277 o bispo Tempier de Paris, sob as instruções do Papa
João XXI, publicou uma lista de 219 erros ou heresias que deviam ser
condenados. Entre as heresias estava a ideia de que a natureza segue
leis, porque isso entra em conflito com a onipotência de Deus.
Curiosamente, o Papa João foi morto pelos efeitos da lei da
gravidade alguns meses mais tarde, quando o telhado de seu palácio
caiu sobre dele.
– Stephen
Hawking e Leonard Mlodinow, The Grand Design, página 15.
Pode parecer engraçado, mas
isto realmente aconteceu. Alguns poderiam dizer até que “deus não
gostou da postura do Papa e mostrou a ele”, contudo isto não
passou de pura coincidência. Uma fina e caprichada ironia do acaso,
diria eu.
A ICAR, diga-se de passagem,
sempre foi oportunista. Toda e qualquer crença que permanecesse à
sua expansão acabava sendo absorvida por ela. Isto aconteceu, por
exemplo, tanto com o Papai Noel, quanto com o coelho da páscoa.
Hoje, ela tenta pegar elementos da ciência para dar uma “roupagem
de algo confiável”, ou até mesmo para querer justificar ou provar
a existência de deus (o que também acaba a transformando, por
tabela, numa grande confusão de crença religiosa e pseudociência).
A variação do conceito deus
conforme a pessoa já funciona de forma um pouco diferente. A questão
é que, mesmo dentro de uma mesma religião, cada pessoa tem um
conceito de deus diferente, mesmo que nos detalhes.
Algumas pessoas veem deus como
um ser de infinita bondade, sem qualquer tipo de maldade.
Este tipo é o mais fácil de
refutar, bastando para isto o uso do chamado Paradoxo do Mal ou
Paradoxo de Epicuro.
“Deus
deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente.
É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja?
Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por
que lhe chamamos Deus?”
— Epicuro
de Samos
Outras pessoas já veem deus
como um ser de infinita bondade, mas com planos divinos, os quais
seriam uma espécie de mistério (ninguém sabe quais seriam estes
planos) e isto obriga-o a permitir o mal em nome de um “bem maior”.
Outras, têm uma visão muito
próxima à anterior, apenas com uma diferença: ao invés de apenas
permitir, deus seria o responsável por fazer o mal em si. Mas,
claro, sempre em nome de um “bem maior”.
A questão aqui é que esta
ideia é extremamente vaga: que “bem maior” seria este? Que
“planos divinos” seriam? Qual a finalidade disto tudo?
Quando tais perguntas são
feitas a pessoas que têm este conceito de deus a resposta costuma
ser mais vaga ainda: “deus escreve certo por linhas tortas”, ou
simplesmente “é o mistério de deus”. O que não faz qualquer
sentido, pois como alguém pode afirmar que uma criatura que sequer
pode ser conhecida existe? Afinal, ele não pode ser conhecido.
Por estes motivos, estes
conceitos são bem mais difíceis de refutar, senão pela completa
ausência de evidência de uma inteligência por trás da natureza,
ou de algo que a manipule.
Outras pessoas já veem deus
como um ser realmente mal, vingativo e a quem deve-se temer (isto é:
ele deve ser temido). Ele continua com planos divinos, os quais ainda
seriam desconhecidos.
Este conceito de deus é ainda
mais facilmente refutado, pela simples existência de ateus. Por isto
mesmo é que alguns religiosos, particularmente evangélicos, ficam
tão furiosos quando alguém se assume como ateu.
Outras pessoas já veem deus
como um ser que criou o universo, se aposentou pelo resto da
eternidade e que não intervêm na realidade.
Este conceito de deus é o dos
deístas, o qual só seria alcançado pela razão, lógica e ciência.
Segundo a Wikipedia:
O
deísmo é uma postura filosófica que admite a existência de um
Deus criador, mas não nega a realidade de um mundo completamente
regido pelas leis naturais e científicas, como pensam os ateus. Em
outras palavras, um deísta diria: Não sou ateu, mas só acredito no
que a ciência prova.
Os
deístas, portanto, não acreditam num Deus interferente, como
apregoam as religiões, nem mesmo acreditam que as religiões possam
estar certas quanto a se dizerem conhecedoras da Palavra de Deus, ou
da maneira como Deus quer que nós ajamos perante a sociedade ou
coisas do tipo. Não há quaisquer comprovações científicas da
veracidade de tais argumentos. Por exemplo, a ciência nunca provou
que o Alcorão ou a Bíblia são a palavra de Deus, e nunca provará
(principalmente porque não tem poder para tal), pois isso é algo
tido como revelação, e para os deístas não se encontra Deus pela
revelação e sim pela razão pois não aceitam nem Bíblia nem o
Alcorão como base de fé ou de doutrinas e por isso as desmerecem.
Logo, para os deístas, as religiões denominacionais são apenas
invenções humanas.
Este conceito de deus é ainda
mais difícil de refutar, pois nem mesmo a ausência de evidência de
uma inteligência por trás da natureza, ou de algo que a manipule se
aplicaria. A única argumentação que conheço que chega bastante
próximo de refutar este conceito, sem, contudo, fazê-lo por
completo, é o dragão invisível de Carl Sagan. Veja o vídeo
abaixo, que mostra exatamente esta narrativa.
“Ora,
qual é a diferença entre um dragão invisível, incorpóreo,
flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente?”
– Carl
Sagan
E estes foram apenas alguns das
centenas, senão milhares, de diferentes conceitos de deus que as
pessoas têm. Eu diria que são apenas os mais comuns. Por isto mesmo
que é tão difícil refutar, de uma vez por todas, a existência de
um deus: sempre sobrará um conceito que seja ao menos um pouco
diferente e, por isto, sobreviverá.
Ainda assim, é bom que se diga:
refutar algo e provar a existência deste algo são coisas
completamente diferentes. Refutação é feita com a lógica, contudo
não se pode provar nada apenas com a lógica: são necessárias
evidências para isto. E como você consegue evidências de que algo
não existe? É completamente irrazoável. E é exatamente por este
motivo que o ônus da prova recai sempre em quem afirma (a existência
de algo, por exemplo) e nunca em quem a nega. E o mais importante é,
sempre, ver o quais são os fatos e o que eles apontam.
“Quando
você estiver estudando qualquer assunto ou considerando qualquer
filosofia, pergunte-se somente isto: quais são os fatos, e qual é a
verdade que os fatos sustentam.”
— Bertrand
Russell
Apenas um adendo final, que pode
ser levantado pelo texto: a diferença básica entre ateus agnósticos
e ateus gnósticos é que ateus agnósticos não se sentem
confortáveis em negar por completo a existência de um deus (seja
qual for), com base apenas em ausência de evidências. Afinal…
“Ausência
de evidência não é evidência de ausência.”
— Carl
Sagan
Contudo, isto não significa, de
forma alguma, que ateus gnósticos precisem ter algum tipo de “fé”
na inexistência de deus, que sejam dogmáticos, ou mesmo que eles
estejam completamente fechados para a remota hipótese de evidências
da existência de tal deus apareçam. O que muda é, apenas, a
convicção pessoal (por mais que momentânea) ou a falta dela.
“De
novo, a única abordagem sensata é rejeitar em princípio a hipótese
do dragão, manter-se receptivo a futuros dados físicos e
perguntar-se qual poderia ser a razão para tantas pessoas
aparentemente normais e sensatas partilharem a mesma estranha
ilusão.”
— Carl
Sagan
Fonte:
http://livrespensadores.net/artigos/os-diferentes-conceitos-deus/
Assista os seguintes vídeos e aprenda um pouco mais:
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O BUDISMO UMA RELIGIÃO SEM DEUS?
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
A existência de Deus
1. Deus existe?
Muitos são os argumentos contra e a favor da existência de Deus propostos por filósofos, teólogos, cientistas e outros pensadores ao longo da história. Os que acreditam na existência de uma ou mais divindades são chamados de teístas, os que rejeitam a existência de deuses são chamados ateístas.
1.1 - Definição de Deus
Existem diferentes definições para Deus, mas no geral Deus é um de um ser sobrenatural que explica a existência do Universo e do mundo como ele é, sendo ele a explicação para as leis da física e elementos da Natureza. Para alguns, Deus possui características humanas, ou seja, personalidade humana, considerado uma ou mais divindades pessoais. Essas divindades pessoais são muitas vezes adoradas coletivamente, formando uma religião teísta. Quando esse Deus não influencia no mundo ou tem uma definição vaga e sem atributos humanos, ele é um Deus deísta. Quando, porém, a própria física ou a Natureza são chamadas por "Deus", esse é um Deus panteísta.
A discussão sobre a existência de Deus centra-se principalmente nos argumentos contra ou a favor da realidade de um Deus teísta (Deus enquanto pessoa). O principal Deus contemporâneo nessa categoria é Javé, adorado pelos cristãos e judeus, também chamado de Alá pelos islâmicos.
2. Argumentos pela existência de Deus
2.1 - Argumento ontológico
O argumento ontológico é uma forma de raciocínio lógico a priori (antes de) para defender a existência de Deus através do argumento de que ele é um ser supremo, o maior que se pode imaginar, e que necessariamente precisa existir. O primeiro argumento ontológico foi feito por Santo Anselmo, em sua obra "Proslogion". Os seus passos de raciocínio são:
Existe na mente de todo homem a ideia de um ser que não se pode pensar outro maior
Existir só na mente é menos perfeito do que existir na mente e também na realidade (a existência é uma das qualidades da perfeição)
Se o ser maior do que o qual não se pode pensar outro só existisse na mente seria menor do que qualquer outro que também existisse na realidade
Logo, o ser do qual não se pode pensar outro maior deve existir também na realidade (existência real necessária), logo conclui-se que existe Deus e esse ser é o mais perfeito de todos
Defenderam esta tese com argumentos distintos São Boaventura, Duns Scoto, Descartes, Leibniz, Hegel, Isaac Newton quando citou a mecanica celeste ou gravitação universal, Karl Bath, N. Malcom. Rejeitaram o argumento ontológico Tomás de Aquino, David Hume, Immanuel Kant, entre outros.
2.2 - As cinco provas de São Tomás de Aquino
Tomás de Aquino, padre, santo e doutor da Igreja Católica Romana, em sua obra "Suma Teológica" defende que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas e que, fazendo apenas o uso da luz natural da razão a partir das coisas criadas. Pelas cinco provas de Tomás de Aquino (também chamadas de cinco vias de Tomás de Aquino), a defesa pela existência de Deus acontece por meio da razão e sem recorrência a argumentos de natureza dogmática, para isto propõe cinco vias de demonstração de natureza exclusivamente filosófico-metafísica.
As cinco vias são provas a posteriori (a partir de...), que têm como ponto de partida as criaturas enquanto entes causados para se atingir como termo de chegada a necessidade da existência de Deus; são demonstrações metafísicas (causalidade do ser) e não científico-positivas (causalidade dos fenômenos), mesmo partindo da experiência sensível e, aplicando o princípio da causalidade, mostram ser impossível se proceder ao infinito na cadeia de causas.
1a. via - Primeiro Motor Imóvel: Os Nossos sentidos atestam, com toda a certeza, que neste mundo algumas coisas se movem. Tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido, e um tal ser todos entendem: é Deus.
O movimento aqui é considerado no sentido metafísico, isto é passagem da potência - como sendo aquilo que uma coisa pode vir a ser, para o ato - aquilo que a coisa é no momento. Deus é ato puro e não sofre mudança. O seu Ser confunde-se com o Agir.
2a. via - A Causa Primeira ou Causa Eficiente: Decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. Não se encontra, nem é possível, algo que seja a causa eficiente de si próprio, porque desse modo seria anterior a si prórpio: o que é impossível. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita e não se chegaria ao efeito atual. Logo é necessário afirmar uma Causa eficiente Primeira que não tenha sido causada por ninguém. A esta Causa todos chamam Deus. Assim se explica a causa da existência do Universo.
3a. via - O Ser Necessário e o Ser Contingente: Existem seres que podem ser ou não ser, chamados de contingentes, isto é cuja existência não é indispensável e que podem existir e depois deixar de existir. Todos os seres que existem no mundo são contingentes, isto é, aparecem, duram um tempo e depois desaparecem. Mas, nem todos os seres podem ser desnecessários, caso contrário o mundo não existiria. Alguma vez nada teria existido, logo é preciso que haja um Ser Necessário que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundamentada em nenhum outro ser.
Igualmente, tudo o que é necessário tem a causa da sua necessidade noutro. Aqui também não é possível continuar até o infinito na série das coisas necessárias que têm uma causa da própria necessidade. Portanto, é necessário afirmar a existência de algo necessário por si mesmo, que não encontra em outro a causa de sua necessidade, mas que é causa da necessidade para os outros: O que todos chamam Deus.
Do Nada não surge e nem advém o Ser. Como se observa que as coisas existem, não pode ter havido um momento de Nada Absoluto, pois daí não se brotaria a existência de algo ou coisa alguma.
4a. via - O Ser Perfeito e Causa da Perfeição dos demais: Verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, o universo está ontologicamente hierarquizado - seres racionais corpóreos, animais, vegetais e inanimados) qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a Causa da Perfeição dos demais seres.
5a. via - A Inteligência Ordenadora: Existe uma ordem admirável no Universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência ordenadora, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. Com efeito aquilo que não tem conhecimento não tende a um fim, a não ser dirigido por algo que conhece e que é inteligente, como a flecha pelo arqueiro. Logo existe algo inteligente pelo qual todas as coisas naturais são ordenadas ao fim, e a isso nós chamamos Deus.
Há uma ordem em todos os seres, o menor vegetal, por exemplo, tem órgãos para cada função ordenados para a preservação da espécie. Esta ordem pressupõe uma Inteligência ordenadora, pois a ordem não vem do caos e nem do acaso. Da mesma forma as letras de um livro não são colocadas ao acaso. Logo a ordem existente no mundo prova a existência de uma Inteligência que ordenou todas as coisas nos mínimos detalhes. É necessário que exista uma Inteligência Suprema que tenha ordenado o Universo criado.
2.3 - O Argumento a partir da existência do universo
O mundo exige uma causa de si, que se chama Deus. Não há efeito sem causa. Todo o ser que começa a existir tem uma causa. O universo tem um grau de complexidade superior a qualquer obra humana conhecida. Logo não se pode admitir que tenha aparecido sem que um Ser lhe tenha dado a existência, Assim como a existência de um edifício pressupõe a existência de um engenheiro, ou a de um quadro a do pintor. Esse Ser chama-se Deus.
2.4 - O Argumento Psicológico
Conhecido também como argumento eudenomológico, funda-se na afirmação de Santo Agostinho de Hipona: «Criaste-nos para vós, Senhor, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em Vós» (Confissões). Funda-se na constatação de que todo homem busca a felicidade e que esta felicidade plena e eterna não dura se alcança, e mesmo quando se alcança não dura pois um dia chega a morte. Logo deve existir um bem cuja posse seja capaz de dar ao homem a felicidade infinita e eterna que tanto busca.
2.5 - O Argumento Histórico
Cícero, senador romano, parte da constatação da universalidade do fenômeno religioso. Não se tem notícia de sociedade humana que não tivesse culto à divindade, este grande consenso histórico e quase universal tem grande probabilidade de ser retrato da realidade existente.
- Texto adaptado da wikipédia.
3. Agora teste o seu conhecimento:
1. Defina com suas próprias letras quem é Deus.
2. Que teólogo afirma ser impossível Deus não existir, quando na mente humana e na realidade há um ser do qual não se pode pensar outro maior e como se intitula o seu argumento?
3. Qual o significado do termo "a posteriori" aplicado às cinco vias de Tomás de Aquino na tentativa de provar a existência de Deus?
4. Qual das cinco vias de Tomás de Aquino "funda-se na constatação de que todo homem busca a felicidade e que esta felicidade plena e eterna não dura se alcança, e mesmo quando se alcança não dura pois um dia chega a morte."? Por quê?
5. Em que se fundamenta o argumento histórico, apresentado por Cícero?
6. Quais dos argumentos dados, sobre a existência de Deus, se coadunam com a ideia presente na seguinte frase: «...Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido, com certeza, pela luz natural da razão humana, a partir das coisas criadas»?
7. O que são seres contingentes?
8. Observando o que está em nossa volta, dê um exemplo claro de algo que prove a existência no universo de uma Inteligência Ordenadora.
9. Obedecendo o critério usado na 4ª via de Tomás de Aquino ponha em ordem hierárquica de perfeição os seguintes seres: anjos, Deus, homens, vegetais, animais, minerais, conforme o exemplo:
I. Deus
II. ___________
III.___________
IV.___________
V. ___________
VI.___________
10. Em que se fundamenta, o argumento psicológico, para provar a existência de Deus?
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